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NATAL COM SOLIDARIEDADE

NATAL COM SOLIDARIEDADE

Festa da Casa Lar garante presente para muitas crianças que ficariam sem nada para se alegrar no Natal

A união faz a força. O ditado parece antigo, mas funciona bem. ainda mais quando no caminho há uma tabela com a solidariedade, como aconteceu no Natal da Casa Lar Irmã Carmem, onde mais de 30 meninas e meninos abrigados, alguns órfãos de pais vivos, receberam presentes e carinho. 
Além delas, segundo o coordenador João Izé, mais de 250 crianças que freqüentam as oficinas da Casa foram agraciadas com presentes doados pela população.

Entre os doadores estava um grupo formado por mais de 30 funcionários do fórum da comarca de Santa Rosa do Sul. Eles adoraram as cartinhas escritas pelas crianças e se tornaram padrinhos de aproximadamente 10% da meninada. A ideia foi de Márcia Colares que logo ganhou o incentivo do juiz Paulo Farah, que fez questão de participar da festa. 'Como é bom sentir de perto essa energia e ver o brilho nos olhinhos de cada um deles,' se emocionou o juiz. Ele lembra que a solidariedade ganha força no Natal, mas precisa ser exercida durante o ano todo. 'O Judiciário tem cumprido esse papel, seja por intermédio dos recursos oriundos das transações penais destinados à entidades assistenciais ou por outros tipos de iniciativas sociais. O judiciário realiza muitas ações assim, no entanto, dificilmente dá publicidade à isso,' explica o magistrado.

Paulo, que estaca acompanhado das servidoras Márcia e Renata Medeiros, deu mais um presente a Casa Lar. A notícia de que partir de agora a instituição receberá incentivo financeiro da comarca, assim como outras entidades da região. Ele pretende ainda peregrinar por empresas em busca de parceria para colocar em prática outros projetos que beneficiem entidades de cunho social.

DOCE ALEGRIA

Ele chegou cedo e puxava a avó pelo braço. Queria dar um abraço no Papai Noel, figura que conhecia somente da televisão. Henrique, de apenas 3 aninhos, deu um largo sorriso ao receber 2 caixas de presente do bom velhinho. De acordo com a avó, Dorvalina dos Santos, que ficou tão radiante quanto o neto ao vê-lo segurando dois grandes pacotes nos braços, foi a primeira vez que o menino ganhou um presente de natal. 'Se não fosse o Papai Noel da Casalar mais uma vez o natal passaria em branco. A gente é pobre e não tem como comprar. Se trabalha de dia para comer de noite e a vida não tem sido fácil.' Conta ela que ajuda a criar outros netos.